quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pensamentos embrulhados



Pensamento 1:
'Os Homens são como o vinho: todos começam como uvas. Cabe às mulheres amassá-los, pisá-los e enclausurá-los até que amadureçam!'


Pensamento 2:
'As Mulheres também são como o vinho: com o passar dos anos umas refinam o sabor, outras azedam. As que azedam é por falta de uma boa rolha...'
Autor desconhecido (mas não parvo)


Sei Lá!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

Duplamente...


Escolheram uma mesa perto da lareira, aconchegada e discreta. Pediram a refeição, uma reserva de Quinta do Carmo, tinto, para acompanhar.
Ergueram os grandes copos olhando-se nos olhos…

- A um dia inesquecível…

Ele sorriu em resposta, um sorriso que não se soltou dos silêncios e das dúvidas mas que lhe devolveu alguma da leveza do jantar, do ânimo do encontro, da simplicidade do desejo.
Desejava-a.
Queria sentir-lhe o sabor dos lábios, o calor do corpo, o cheiro da pele.
Queria tê-la. Toda.
Sentiu calor, uma pontada no fundo das costas e o desejo materializou-se. Fechou o sorriso e desviou o olhar fingindo que procurava o empregado. Temeu que ela o lesse. Que ela o visse tão cru, tão simplesmente desejoso, tão facilmente subjugável e censurou-se por isso.

Percebeu-lhe o embaraço… temeu ter sido invasiva com aquele brinde, mas saíra-lhe instintivamente.

Ela lembrou-se do último beijo que deram, do cheiro que tinha o seu pescoço e da sensação do seu cabelo curto na palma da mão e das cócegas entre os dedos. De senti-lo dentro de si, a entrar e a sair ritmicamente em estocadas pélvicas que duravam uma eternidade, uma maravilhosa eternidade, e do seu calor e das suas costas húmidas e de tê-lo na boca.

Bebeu mais um golo daquele suave e delicioso néctar, servido à temperatura certa, tentando esconder o rubor que lhe assaltava as faces… talvez a proximidade da lareira pudesse disfarçar…

Sentiu-lhe o sabor, sentiu-lhe o sabor como se o tivesse na sua boca, como se a sua língua o estivesse a lamber, a envolver, a devolver o prazer que ele lhe dava.
Passou as palmas da mão na mini-saia e respirou fundo.

Não se queria tão exposta mas lembrou-se de o ver deitado ao seu lado com o sexo pendente e um sorriso perfeito, e de ter desejado nunca mais se esquecer daquele momento, daquele dia, daquela tarde. E de como, sem uma palavra, sem um gesto desnecessário ou estranho, se aninhara entre as pernas dele e o chupara, beijara e acariciara até o ter duro e pronto para entrar dentro de si novamente. E que, quando se ergueu e de cócoras o tornou a sentir dentro de si, lhe viu o mesmo sorriso plácido, completo, como se ele tivesse atingido uma plenitude superior, como se ele estivesse a sentir o que ela estava a sentir.

Sentia-se húmida e vulnerável… olhou-o e pensou no que falhara, no que falhara que os levara ali, a olhar um para o outro a esconder o desejo e a vontade de se terem. O que falhara que os afastara e os mantinha afastados, enquanto comiam a refeição e trocavam impressões fúteis.


Mal saíram foram invadidos pelo frio penetrante da noite. Chegou-a para si e aconchegou-a sob o seu braço, enquanto lhe pousou um beijo no cabelo.

- Desculpa se fui inconveniente com o brinde, mas este foi, para mim, um dia inesquecível…
- Inconveniente? Devia ter sido eu a dizê-lo…

Sentia-se desfeito, a mera possibilidade de se separar dela deixava-lhe as ideias desordenadas. Queria agarrá-la, transportá-la nos braços, pousá-la na cama onde tinham estado poucos dias antes e de novo senti-la sua, embriagar-se no seu cheiro, no seu toque, sentir o calor que emanava aquela pequena gruta aconchegada…

Queria percorrer aquele corpo, como quem explora um universo, como quem se perde na imensidão, como se não houvesse ontem nem amanhã.

- Fica comigo esta noite… ouviu-se dizer.

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Este texto é fruto de uma brincadeira... o Garfanho tinha publicado o texto a branco, que "encaixava" na perfeição no meu post anterior...



Com a devida autorização do autor, "acrescentei-lhe" o texto a laranja... espero que se divirtam a lê-lo ;-)


E agora...


A gata completa hoje mais um aniversário.
Mais um ano que finda no ciclo da minha Vida.
Não foi um ano fácil, mas também foi um ano pleno de pequenas alegrias, que se vão replicando a cada dia...
Espero que este ano haja mais Sol a brilhar, para aquecer as nossas Vidas...

Sei Lá!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Toques subtis...



Tinha-o visto pela 1ª vez uns dias antes, mas as conversas e as provocações já vinham de longe… naquele dia, tinham combinado um jantar.

Descia a rua para se encontrar com ele, quando uns sinais de luzes a fizeram virar o rosto. Ali estava ele, uns 200 metros mais acima do que tinham combinado… tê-la-ia estado a observar sem que dele se apercebesse… seguramente!

Entrou no carro, beijaram-se na face e arrancaram. Parecia haver um não-sei-quê no ar… uma tensão leve, mas algo constrangedora… sentira-se como que “apanhada”…

Quando pararam ainda não estava descontraída… sentiu a mão que lhe pousou suavemente na cintura, os dedos descaindo sobre a anca, sentindo-a roçar a cada passo.

O contacto físico pareceu servir de “válvula” para a tensão, e em menos de nada estava “aninhada” no seu abraço, sentindo agora no corpo o coração dele que batia descompassado…

Os toques alargavam-se agora um pouco mais, até que o sentiu soltar um Huumm…! quando o antebraço lhe roçou o seio entumescido e lhe sentiu o arrepio sob as unhas que lhe percorriam levemente as costas...


Sei Lá!


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nas tuas mãos...


A tarde vai alta, sentada no meu cadeirão observo o céu que se pinta de tons de fogo, sobre um mar azul chumbo salpicado de branco, enquanto um livro me repousa no colo… a música suave e baixa embala-me o pensamento que se perde no mar, afastando-me do texto que estava a ler…

Lá fora o vento dobra as copas das árvores, enquanto algumas nuvens mais carregadas ameaçam libertar implacáveis gotas de chuva… cá dentro, o crepitar da lareira e o cheiro a lenha enchem o ar de sons e aromas.

Perdida em pensamentos distantes não te sinto entrar, apenas o arrepio, que me causas quando me beijas o ombro exposto, me acorda do torpor…

- Não te vires, fecha os olhos… sussurras, enquanto os teus lábios me vão percorrendo o pescoço, os ombros, as orelhas… sinto as tuas mãos que me tocam de forma suave e envolvente, que me percorrem fazendo o reconhecimento dos montes e vales que o meu corpo desenha.

Lentamente vais-me despindo, fazendo deslizar as roupas numa suave carícia salpicada de beijos, deixando um rasto molhado de saliva que me arranca arrepios das profundezas… Procuro-te com as mãos…

- Não! Hoje só eu posso tocar…ordenas.

Estranho-te o timbre autoritário, ainda que sussurrado docemente, mas deixo-me ir…



Sei Lá!



Dream A Little Dream Of Me - Diana Krall

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Bom Ano Novo!!!



Já chegou o Ano Novo... espero que se tenham divertido tanto como eu, e que 2009 seja, realmente, um melhor ano.

Entretanto, o novo ano trouxe com ele o mês da Gata... veremos se ela arranja um bocadinho de tempo e disponibilidade para vos dar um "cheirinho" ;-)

Sei Lá!