
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Diz que é uma espécie de Carnaval...

sábado, 2 de fevereiro de 2008
Há dias...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Disseram-me...

Momentos em que os impulsos e os instintos
parecem falar mais forte dentro de mim…
Em que me apetece fugir pela noite fora, vagueando…
Em que os olhos se prendem na Lua e me apetece agarrá-la…
Momentos em que o corpo se contorce… num mal-estar sem sentido…
Em que os sentidos parecem desatinar…
Em que algo de realmente felino se apodera de mim…
Em que ponho as garras de fora e viro fera…
Por isso, às vezes me dizem que outrora fui uma gata…

Não sei…sinceramente não sei…Sinto-me confusa…
Saio para a noite…
Percorro o pequeno bosque com passos lentos… pesados…
Demorados como os meus pensamentos…
Oiço um restolhar de folhas secas atrás de mim…
Mas sinto a sua presença que me segue…
Sinto as folhas que pisa…
Quase lhe sinto a respiração…Que quer de mim?
Apresso o passo e aproximo-me de casa…
O meu coração acelerado pesa-me no peito…
Algo me quer prender aqui…
Quero voltar-me para trás e encarar o meu perseguidor…
Quero ver-lhe a cara… olhá-lo de frente…
Mas os passos impelem-me para a frente…
Assim que saio do bosque sombrio,

A sua luz branca e forte parece acalmar-me…
Sempre me fez bem o luar…
Sempre te trouxe esta paz interior…
Mais calma, dirijo-me ao alpendre
e sento-me na minha cadeira de baloiço, olhando a Lua…
Gemendo…

Envolto em dor... a transformar-se...
Curvado sobre si mesmo, em espasmos…
Os gemidos sobem de tom, num misto de gritos e uivos que me arrepiam…
A sua dor é evidente, lancinante…
Não resisto ao instinto de o abraçar e trazer para casa…
Aquele ser estranho, que para me seguir sofreu tamanha dor…

Deito-o sobre o meu leito…
Enxugo as gotas de suor que lhe correm pelo rosto, pelo corpo…
A Lua espreita-nos pela janela aberta à noite quente…
Tocar aquele corpo, torna-se imperativo…
As minhas mãos percorrem-no e os meus lábios seguem-nas…
Vou tacteando aquela pele, aqueles músculos bem definidos…
Beijando-os, percorrendo toda a extensão daquele corpo…
O desejo cresce em mim…
As minhas unhas percorrem aquele corpo…
Sinto-o estremecer… mas continuo…
Os instintos começam a tomar conta da razão…
Não há volta a dar…
Acordei-o do torpor…
A Lua banha os corpos nus…

A atracção é enorme, sinto-me puxada como por um íman…
Sinto este corpo estranho que se debate…
Como se a felina quisesse irromper…
…não a domino mais…
Vagueio sem destino…
Percorrendo as vielas escuras…
Arrasto comigo o peso de uma vida…
Sentida… sem sentido…
Caio em mim…

Sei Lá!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Hoje... uma dupla...

Mais um ano passou... e mais um ano se fecha sobre mim...
Pois é... a gata hoje faz anos... não com a alegria que gostaria, nem aquela que de nós é esperada... o sorriso está frouxo e o olhar meio baço... não eram estes os momentos que queria estar a viver... mas são estes os que a vida me dá, são estes que fazem de mim quem sou... é com estes que vivo...

Vou espantando os meus espíritos como sei, como consigo, ou Sei Lá... como me deixam...
Por isso deixo-vos o fecho do conto... ou seria sonho... ou apenas, um desejo? Que sei eu...?
Princesa ou cortesã…? IV
Deixo-me ficar sentada na minha chaise longue, ofegante, observando a animação da festa… os criados continuam a servir doces e champanhe às senhoras e grandes balões de Cognac acompanhados de iguarias salgadas aos cavalheiros… sinto a cabeça à roda… será do vinho e do champanhe, será do rodopiar da dança, será de te sentir tão perto e tão distante…
Por entre as conversas e as danças sinto os teus olhos provocadores que me fitam… que me observam, que me despem em pleno salão… para logo a seguir te deixar de ver, por longos espaços de tempo… dou comigo a imaginar-te nos jardins, ou em qualquer corredor, agarrado a esta ou aquela dama, beijando-a com fulgor… devorando-a de paixão…
Como gostava de vos espreitar… de te ver a deixá-la louca como me fazes a mim… quase consigo imaginar os seus gemidos abafados… a minha mente voa em tua busca… à vossa busca…
De repente agarras-me de trás do longo reposteiro…
quase grito de susto… Schhhh… olho à volta para ver se alguém se apercebeu… a animação continua impávida… os teus braços puxam-se, arrancando-me do assento… escapamo-nos para o longo corredor por detrás do reposteiro… as tuas mãos agarram-me fortes…
A tua boca devora a minha com a sofreguidão que te é tão própria…vais-me empurrando contra a parede… escorregando por ela… sinto uma porta que se abre nas minhas costas… entramos… o ambiente está divino… perfumado de rosas… iluminado pela lareira e por umas velas bruxuleantes… a cama coberta de pétalas de rosa…
Vais-me despindo lentamente… percorrendo o meu corpo, que se vai desnudando, com beijos… a tua língua atrevida vai deixando um rasto molhado que me arrepia… e o vulcão que só tu sabes acender começa a crescer dentro de mim… rebolamos esmagando as pétalas e revolvendo a cama… a tua boca devora-me… gemo baixinho… as tuas mãos percorrem o meu corpo, como um caminho que conheces de olhos fechados…
Mudas o ritmo e o ímpeto… viras fera, pões-me louca… deixas a mansidão de lado e atacas-me quase violentamente… mas a vontade e o desejo que tenho por ti não são menores que os teus… solta-se a libido e perco a compostura… mas a doce tortura não tem fim… bebes vinho do meu peito, da minha barriga… molhas-me com ele para depois o lamberes todo… dás-me a beber da tua boca… sorvo sequiosa… repouso languidamente, suada, sobre as almofadas…
Sentas-te na beira da cama com um pé no chão e a outra perna quase toda sobre mim… Tenho uma prenda para ti, Princesa… Queres…? Olho-te nos olhos… faíscam tesão… que me quererás dar… …Sim…
O teu braço estende-se em direcção à chaise longue da lareira… os meus olhos acompanham o teu gesto…
deitada sobre ela uma figura feminina olha-nos… esteve ali desde sempre… a observar-nos… Queres…? …Sim… e a tua mão esticada convida-a a juntar-se a nós…
Sou finalmente a tua cortesã…
Sei Lá!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Princesa ou cortesã…? III
Subo as escadarias pensativa… há muito que o meu coração disparou que nem um corcel louco… sei que te vou ver, que vamos cruzar olhares no meio das dezenas de convidados… adoras receber, adoras o ambiente de festa… circular pelos grupos tecendo elogios às damas, falando de política com os cavalheiros, enquanto te vais roçando pelas saias longas e largas, sentindo-lhes o toque…

Recebes-me sentado ao piano, com o teu balão de cognac pousado sobre ele… vejo-te da porta do salão… as tuas mãos percorrem as teclas com a intensidade da paixão… a paixão que tens pela música, que tens pela vida… admiro-te de longe, parece que não há mais ninguém neste enorme salão inundado de gente, só tu e esse piano mágico…
À mesa, as conversas, os sorrisos, os manjares, sucedem-se ao som daquele piano e dos violinos… mal te vejo, tal a distância a que estás… quase me esqueci que estás aqui…
Sinto duas mãos que pousam nos meus ombros seminus, oiço-te dizer com um sorriso na voz: Passamos ao salão para uma bebida…? Os convivas aceitam, mas as tuas mãos continuam fortemente assentes nos meus ombros… ao som das cadeiras a arrastar todos se vão levantando… mas as tuas mãos prendem-me à cadeira… de faces rubras, em fogo, olho-te por cima do ombro… puxas a cadeira para que me levante… Princesa… sussurras-me ao ouvido…
Com o rosto a arder e o coração batendo louco, de novo, sinto a tua perna roçando na minha por sobre o vestido… não fora a tua mão prudentemente firmada no meu braço e acho que cairia…
Perco-te de vista novamente no salão… todos bebem alegremente, ouvem-se as gargalhadas, o rumor das conversas, alguns pares vão dançando… avisto-te do outro lado do salão, conversando por cima do ombro de uma dama… os teus olhos provocantes fixam-se em mim… de novo o rubor… de novo…
Afasto-me um pouco do burburinho, saio para o varandim… o ar fresco da noite e o cheiro a pétalas de rosa parecem acalmar-me um pouco… Maldita hora em que me convidaste… maldita a hora em que decidi vir… perco-me nos meus pensamentos… a música e os risos continuam a encher o ar…
Princesa, vem…!... a tua voz inconfundível que me faz estremecer, arranca-me dos pensamentos… Vamos dançar!... a tua mão prendeu a minha e arrastas-me para o meio do salão, sem me dar tempo de reagir…
No meio do salão dançamos, voamos ao som da música… distribuis sorrisos, vais piscando o olho a uns e outras… Porque te escondes? Quero-te perto de mim!... a tua mão aperta-me a cintura, sinto os dedos que me penetram a carne… Assim ainda algum atrevido te rouba de mim… olho-te, os olhos faíscam, tens o sorriso trocista e malandro, desafiador… Que temes…?
Quando me soltas na chaise longue, que sabes que adoro, sussurras-me ainda… Não fujas… estás divina hoje… e roças os teus lábios no meu rosto, enquanto te viras e te diriges para a festa… a vontade de te beijar é desmedida, a vontade de te agarrar nesta chaise longue que já foi a nossa alcova tantas vezes… mas afinal… serei…
Princesa, ou cortesã…
(Um conto, um sonho, ou apenas um desejo, Sei Lá!?)
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Hoje sinto-me...

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sábado, 5 de janeiro de 2008
A mim só me dão prendas destas...

Nada! Hoje não me apetece escrever, queria ouvir a tua voz… trocamos meia dúzia de palavras… o meu coração não me deixa falar muito, fica doido, dispara como um cavalo louco…
Venho trazer umas prendinhas… pras meninas e pros meninos… Quem é que se portou bem? Correm à minha volta soltando risinhos…
É Natal, tia… hihihi… respondem alegremente
Então… e este ano não há presépio? pergunto
A Maria deixou cair a caixa e partiram-se algumas figuras… mas a mãe consertou-as, amanhã já se podem pôr… explica convicto o mais velho.
Depois da comoção e de depositar as prendas debaixo da árvore, sento-me com os adultos a tomar um café e a conversar sobre uma viagem ao Douro e uma ida ao DOC… por fim despeço-me de todos e saio para o frio da rua…
Entramos enlaçados num abraço e num beijo sem fim… as saudades que tinha da tua boca!!!
Quando nos separamos estou sem fôlego, sem respiração… podia morrer colada à tua boca, que morria feliz…
Vem…!
Mergulhamos no calor da água e da espuma, mas o calor dos nossos corpos, dos nossos toques é superior a qualquer vulcão incandescente… abraças-me por detrás, as tuas mãos percorrem-me a barriga, o peito, a tua boca devora-me o pescoço, as orelhas, a boca… sussurras:
Pegas-me ao colo e levas-me da banheira para a cama, bocas coladas, corpos frementes, ansiosos, vibrando de desejo… o aroma das velas mistura-se com os dos nossos corpos e do óleo de massagem com que me mimas cada centímetro de pele… as ondas de arrepio sucedem-se, com os beijos molhados que vais pousando no meu corpo… morro nessa boca, em ondas de choque e de prazer… para renascer a cada novo deleite… os nossos corpos são como um só… olhos nos olhos…
Noite dentro, repouso no teu peito, cansada, suada, em êxtase…
Olho-te nos olhos fulgentes… a paixão brilha neles… a tua alma resplandece…
Sorris, com um sorriso maroto, travesso…

