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domingo, 1 de março de 2009
300º... e sem tempo!
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Ao Desafio... I
Estou presa em mim… fechada num espaço interior, só meu, num espaço onde ninguém pode tocar, onde ninguém me pode magoar… presa em mim, apenas…
A vida fez-me fechar sobre mim mesma, cerrando, paulatinamente, cada porta atrás de mim, até ficar absolutamente estanque, mas… presa em mim!
Uma vez mais, deito-me só, sinto a cama vazia ao meu lado… tão vazia como a alma… fria… queria um corpo quente para a aconchegar, para me aconchegar…
Lentamente caio no sono, sentindo o corpo cada vez mais leve, como que flutuando…
Acordo com um leve sopro morno no rosto. Abro os olhos e vejo uma das minhas portas abertas… do outro lado, um raio de luz suave e quente parece chamar por mim… levanto-me, caminho para ele… vejo uma escada feita de degraus soltos no ar, suspensos do nada, que levam ao desconhecido…
Sinto os degraus levitantes que me aguardam… abrindo os braços, agarro-me à ombreira da porta… tenho medo! Medo do desconhecido, medo do que me pode aguardar no cimo daquela escada, medo de poder fazer mal a alguém, apenas por causa do medo que sinto…
Uns sons suaves e uma brisa morna, como uma respiração, parecem chamar por mim… solto-me e decido arriscar a subir, degrau a degrau, devagar, apoiando bem cada pé em cada pedaço de degrau suspenso do nada… ilusão de segurança levitante, que me vai fazendo aumentar a confiança… a brisa e os sons parecem acompanhar-me, subir comigo ao desconhecido…
(este é mais um desafio do Lossmissing... já sentíamos a tua falta... :-) )
Sei Lá!
Dream A Little Dream Of Me - Diana Krall
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Dúvida...

Ou ter um filho...?



Se calhar é melhor arranjar um gato... ;-)
domingo, 1 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Pensamentos embrulhados

'Os Homens são como o vinho: todos começam como uvas. Cabe às mulheres amassá-los, pisá-los e enclausurá-los até que amadureçam!'
Pensamento 2:
'As Mulheres também são como o vinho: com o passar dos anos umas refinam o sabor, outras azedam. As que azedam é por falta de uma boa rolha...'
Autor desconhecido (mas não parvo)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Duplamente...

Ergueram os grandes copos olhando-se nos olhos…
- A um dia inesquecível…
Ele sorriu em resposta, um sorriso que não se soltou dos silêncios e das dúvidas mas que lhe devolveu alguma da leveza do jantar, do ânimo do encontro, da simplicidade do desejo.
Desejava-a.
Queria sentir-lhe o sabor dos lábios, o calor do corpo, o cheiro da pele.
Queria tê-la. Toda.
Sentiu calor, uma pontada no fundo das costas e o desejo materializou-se. Fechou o sorriso e desviou o olhar fingindo que procurava o empregado. Temeu que ela o lesse. Que ela o visse tão cru, tão simplesmente desejoso, tão facilmente subjugável e censurou-se por isso.
Percebeu-lhe o embaraço… temeu ter sido invasiva com aquele brinde, mas saíra-lhe instintivamente.
Bebeu mais um golo daquele suave e delicioso néctar, servido à temperatura certa, tentando esconder o rubor que lhe assaltava as faces… talvez a proximidade da lareira pudesse disfarçar…
Sentiu-lhe o sabor, sentiu-lhe o sabor como se o tivesse na sua boca, como se a sua língua o estivesse a lamber, a envolver, a devolver o prazer que ele lhe dava.
Passou as palmas da mão na mini-saia e respirou fundo.
Não se queria tão exposta mas lembrou-se de o ver deitado ao seu lado com o sexo pendente e um sorriso perfeito, e de ter desejado nunca mais se esquecer daquele momento, daquele dia, daquela tarde. E de como, sem uma palavra, sem um gesto desnecessário ou estranho, se aninhara entre as pernas dele e o chupara, beijara e acariciara até o ter duro e pronto para entrar dentro de si novamente. E que, quando se ergueu e de cócoras o tornou a sentir dentro de si, lhe viu o mesmo sorriso plácido, completo, como se ele tivesse atingido uma plenitude superior, como se ele estivesse a sentir o que ela estava a sentir.
Sentia-se húmida e vulnerável… olhou-o e pensou no que falhara, no que falhara que os levara ali, a olhar um para o outro a esconder o desejo e a vontade de se terem. O que falhara que os afastara e os mantinha afastados, enquanto comiam a refeição e trocavam impressões fúteis.
Mal saíram foram invadidos pelo frio penetrante da noite. Chegou-a para si e aconchegou-a sob o seu braço, enquanto lhe pousou um beijo no cabelo.
- Desculpa se fui inconveniente com o brinde, mas este foi, para mim, um dia inesquecível…
- Inconveniente? Devia ter sido eu a dizê-lo…
Sentia-se desfeito, a mera possibilidade de se separar dela deixava-lhe as ideias desordenadas. Queria agarrá-la, transportá-la nos braços, pousá-la na cama onde tinham estado poucos dias antes e de novo senti-la sua, embriagar-se no seu cheiro, no seu toque, sentir o calor que emanava aquela pequena gruta aconchegada…
Queria percorrer aquele corpo, como quem explora um universo, como quem se perde na imensidão, como se não houvesse ontem nem amanhã.
- Fica comigo esta noite… ouviu-se dizer.
Com a devida autorização do autor, "acrescentei-lhe" o texto a laranja... espero que se divirtam a lê-lo ;-)
E agora...

A gata completa hoje mais um aniversário.
Mais um ano que finda no ciclo da minha Vida.
Não foi um ano fácil, mas também foi um ano pleno de pequenas alegrias, que se vão replicando a cada dia...
Espero que este ano haja mais Sol a brilhar, para aquecer as nossas Vidas...
Sei Lá!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Toques subtis...

Tinha-o visto pela 1ª vez uns dias antes, mas as conversas e as provocações já vinham de longe… naquele dia, tinham combinado um jantar.
Descia a rua para se encontrar com ele, quando uns sinais de luzes a fizeram virar o rosto. Ali estava ele, uns 200 metros mais acima do que tinham combinado… tê-la-ia estado a observar sem que dele se apercebesse… seguramente!
Entrou no carro, beijaram-se na face e arrancaram. Parecia haver um não-sei-quê no ar… uma tensão leve, mas algo constrangedora… sentira-se como que “apanhada”…
Quando pararam ainda não estava descontraída… sentiu a mão que lhe pousou suavemente na cintura, os dedos descaindo sobre a anca, sentindo-a roçar a cada passo.
O contacto físico pareceu servir de “válvula” para a tensão, e em menos de nada estava “aninhada” no seu abraço, sentindo agora no corpo o coração dele que batia descompassado…
Os toques alargavam-se agora um pouco mais, até que o sentiu soltar um Huumm…! quando o antebraço lhe roçou o seio entumescido e lhe sentiu o arrepio sob as unhas que lhe percorriam levemente as costas...
Sei Lá!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Nas tuas mãos...

Lá fora o vento dobra as copas das árvores, enquanto algumas nuvens mais carregadas ameaçam libertar implacáveis gotas de chuva… cá dentro, o crepitar da lareira e o cheiro a lenha enchem o ar de sons e aromas.
Perdida em pensamentos distantes não te sinto entrar, apenas o arrepio, que me causas quando me beijas o ombro exposto, me acorda do torpor…
- Não te vires, fecha os olhos… sussurras, enquanto os teus lábios me vão percorrendo o pescoço, os ombros, as orelhas… sinto as tuas mãos que me tocam de forma suave e envolvente, que me percorrem fazendo o reconhecimento dos montes e vales que o meu corpo desenha.
Lentamente vais-me despindo, fazendo deslizar as roupas numa suave carícia salpicada de beijos, deixando um rasto molhado de saliva que me arranca arrepios das profundezas… Procuro-te com as mãos…
- Não! Hoje só eu posso tocar…ordenas.
Estranho-te o timbre autoritário, ainda que sussurrado docemente, mas deixo-me ir…
Dream A Little Dream Of Me - Diana Krall
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